Estava animado para ver 'Segredo obscuro', com Kate Hudson e Elisabeth Moss...
- Ronald Villardo

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Rapaz, que filme esquisito. Conferi o longa no último fim de semana e confesso que estava bem animado. Achei ótima a ideia de ter Elisabeth Moss e Kate Hudson juntas nas telonas. Não faço parte do time que acompanha Moss por conta de "O conto da aia", mas já vi outros filmes desta seguidora da Cientologia (você não sabia, né? Rs…), entre eles, "O homem invisível", que é bem interessante e recomendo. Está na Netflix. A direção é do australiano Leigh Whannell.
Acho até que gostei mais de "O homem invisível" do que de "Segredo". Vamos lá.
O filme assinado pelo diretor britânico Max Minghella conta a história de uma atriz que começa a perder papéis porque já não é mais jovem. Neste futuro próximo, no qual carros já não têm motoristas e a inteligência artificial parece sob controle, o envelhecimento já é dado como uma questão de opção entre aqueles que podem pagar por um tratamento milagroso. Resumindo, é aquele papo canalha do "só envelhece quem quer".
Pois o tal do procedimento, que lembra a premissa de "A substância", é o tal do segredo obscuro do título, guardado a sete chaves por Kate Hudson, a CEO da empresa que comercializa o suposto milagre.
E mais não contarei, sob risco de revelar os caminhos kafkanianos que o longa percorre. Dá para dizer apenas que as cenas em que Kate e Moss contracenam são quase todas deliciosamente desconfortáveis. O tom do texto contempla situações familiares ao mundo em que vivemos e as atrizes mandam muito bem.
Só comecei a me desconectar quando o segredo é, enfim, revelado. E sobre isso NADA posso dizer. Fica também difícil dizer para você assistir ao longa. Pode ser que você curta, mas pode ser também que você queira me xingar no Instagram. Por isso, a dica: vá. Mas vá por sua conta e risco. Depois não reclame.
COTAÇÃO: Espere chegar ao streaming.



Comentários