Despedida de Galvão das Copas do Mundo me doeu mais do que a da seleção brasileira
- Ronald Villardo

- há 17 horas
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Não entendo PATAVINAS de futebol, mas adoro torcer pelo Brasil a cada quatro anos. E na posição de espectador quase exclusivamente de Copas do Mundo, estou no time dos que sentirão falta do Galvão Bueno. É tipo um marcador da minha geração, que começou a entender o que era uma Copa na voz do narrador mais pop do país.
Por conta disso, quando rolou o primeiro gol da Noruega e o destino do Brasil começou a se delinear, decidi continuar a assistir ao jogo no SBT, onde eu sabia que Galvão estava defendendo a transmissão.
Já havia lido a declaração em que ele avisava que aquela seria sua última Copa. E eu não queria perder este momento histórico para a comunicação brasileira.
De todas as despedidas de ontem, foi a que mais senti. Lembrei do grito "É tetra!", dos "dramááático!" e do "vai se criando um clima horrível", entre outros clássicos. Acho que também mudei de canal para ouvir um deles.
Minha versão romântica gostaria que ele tivesse encerrado a carreira, de verdade, no microfone da Globo, onde se tornou parte da nossa cultura pop. Felizmente, o SBT abriu a possiblidade de uma despedida bonita, fazendo uma das coisas que ele mais curte.
O texto de despedida dele carrega a inexorabilidade do tempo, a impermanência, a inevitável realidade de que somos finitos. Foi tão tocante que o UOL reproduziu na íntegra. Está no carrossel. É um bom lembrete para todos nós.



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