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WEB SUMMIT: 'O maior evento de blá blá blá do mundo'. Concordo e digo mais...

  • Foto do escritor: Ronald Villardo
    Ronald Villardo
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Ontem ouvi que o "Web Summit é o maior evento de blá blá blá do mundo". Achei engraçado porque a afirmação está correta. O que faz a diferença no evento, no entanto, é a qualidade do blá blá blá. Os papos do Web Summit dão aquela forcinha para quem gosta de estar atento ao que pensam alguns dos players mais perigos… quer dizer, influentes no território da tecnologia. O ouvinte atento consegue pescar várias dicas e entrelinhas dos CEOs de tantas empresas que passam por lá.


E para que o blá blá blá seja bem conduzido, é preciso um bom mediador. O problema é que alguns deles querem falar mais do que seus entrevistados. Eu entendo. Todo mundo ali está vendendo algum peixe, então é natural que se queira dar um release rápido do que se está fazendo, afinal de contas o Web Summit é uma plataforma de alcance poderoso. Mas é preciso bom senso. Há alguns mediadores que falam mais do que o homem do leite. Dermelivre...


Felizmente, o evento também convida gente especializada nesse negócio de fazer perguntas, os jornalistas profissionais. Quer um exemplo? Observe no canal oficial do Youtube as perguntas diretas e objetivas de Rafael Coimbra (@rafaelcoimbradigital ), editor da "MIT Technology Review Brasil", para a CEO da Microsoft Priscyla Laham. Ele já chegou disparando, elegantemente, suas questões. Imagina se, em vez disso, Rafael fizesse um interminável preâmbulo para falar da publicação que chefia, da carreira bem sucedida que tem... em vez disso, deixou sua entrevistada falar.


Aliás, a executiva arrasou também. Claro, tem aquele blá blá blá de CEO, dizendo toda hora que "a IA não vai tomar o emprego de ninguém...". É blá blá blá? É blá blá blá. Mas é um blá blá blá de altíssimo nível.

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